UMA JANELA DE OPORTUNIDADES NA FUTURÁLIA 2023

Autoras: Mara Blanco e Lara Garcia, 11.ºG

No dia 23 de março, os alunos de Artes Visuais do 11º e 12ºG e a turma do 12º D fizeram a sua primeira visita à Futurália, a maior Feira de Educação do país, um evento nacional dedicado à oferta educativa, formação e empregabilidade. Entre dois pavilhões na FIL, no Parque das Nações, os alunos puderam encontrar muitas respostas de empregabilidade, cursos profissionais, acesso ao Ensino Superior e sugestões de estudos fora de Portugal.

No terceiro pavilhão, situavam-se as escolas profissionais e militares e no segundo estavam representadas as universidades do Ensino Superior. Embora a maioria dos alunos tenha considerado o segundo espaço mais interessante, pela preferência de informação no acesso à universidade, a Futurália foi crucial ao apresentar múltiplas informações sobre escolas profissionais, para quem não está satisfeito com o seu percurso escolar e pretende mudar de curso. Um exemplo dado por um aluno do 11º G foi a informação que obteve sobre o curso breve de comissário de bordo, que se revelou uma ótima opção de prosseguimento de estudos. Assim, aqueles que foram sem quaisquer expectativas e sem noção da sua vocação, a Futurália despertou o interesse, demonstrando ser um espaço motivador, que inspira a produtividade e que ajuda a encontrar vocações.

Cada banca era representada por alunos universitários que apresentavam as suas experiências, informações pertinentes e panfletos, com grande informação integrada, o que possibilitou o esclarecimento de perguntas e dúvidas.

Porém, a única crítica a apontar em relação a esta experiência foi a gestão do espaço. Este ano de 2023, a Futurália não abriu o primeiro pavilhão, o que dificultou a circulação e deixou os espaços muito exíguos. Contudo, não impediu que os alunos aproveitassem ao máximo o seu tempo dentro da feira.

Definitivamente, é uma experiência única, a repetir!

Turmas do 10.º ano vão ao teatro

Autora: Diana Fernandes 10.º G

Na passada terça-feira, dia 21 de fevereiro, os alunos do 10.º ano das turmas A, B, D, E, F e G marcaram presença no teatro “O Sonho” para assistir à representação da obra “Farsa de Inês Pereira” de Gil Vicente, no âmbito da disciplina de Português, com a coordenação dos professores Ana Baptista e Manuel Baptista.

Esta deslocação permitiu, aos alunos, uma melhor compreensão da mensagem vicentina e consequentemente uma melhor análise dos conteúdos a abordar. De todo o espetáculo, destacamos a interação dos atores com o público, tornando a peça mais dinâmica e cativante. 

É de realçar também que, apesar da peça ter sido escrita em 1523, aborda temas da atualidade como o conflito de gerações, o assédio, a violência doméstica, a emancipação feminina, a infidelidade conjugal e a crítica ao clero/igreja.

Concluímos que Gil Vicente é um dramaturgo bastante pertinente, a obra vicentina continua viva, apesar dos cinco séculos que nos separam.

A história da peça é, então, uma fotografia da História da sociedade do século XVI, com atualidade na sociedade do século XXI.

Por fim, queremos fazer um agradecimento especial à Direção do Agrupamento por nos ter proporcionado a deslocação gratuita. 

Que venham mais visitas!

Uma tarde no Lar das Avencas com alunos do 12.º E, Marta, Carolina, Madalena, Mariana, Raissa, Lara, Mafalda, Tomás Nunes

No âmbito da Cidadania queríamos sair da escola e tentar fazer a diferença. Dessa forma, em conjunto com a Susana Mendonça (animadora cultural) e a Raquel Luís (assistente social), organizámos uma visita ao Lar das Avencas, uma tarde de conversa e troca de experiências.

Fomos muito bem recebidos e o resultado foi enriquecedor para todos. Os testemunhos dos alunos expressam bem o que aconteceu naquela tarde de 22 de março:

“Fomos muito bem acolhidos por umas senhoras muito divertidas e com disponibilidade para falar de imensos assuntos (…) foi algo inesquecível.”

Tomás Nunes

“Senti que talvez tenha feito a diferença. As senhoras estavam muito felizes.”

Marta Pomares

“Gostei muito das histórias que nos contaram. Contei aos meus pais.”

Raissa Velho

“Foi engraçado, as senhoras tinham sentido de humor, brincavam com as situações.”

Carolina Cardoso

“Achei interessante, deu para comparar os nossos tempos com os destas senhoras. Foram tantas experiências diferentes.”

Madalena Firmino

Foi uma tarde feliz de encontro de gerações. Ficámos com vontade de voltar.

Tenho de fazer um trabalho científico, e agora? – Workshop

Autora: Cristina Antunes

No âmbito do projeto Arquivos e Memória, Cascais durante a II guerra mundial, a investigadora do Laboratório de História e Comunidades da FCSH da Universidade Nova de Lisboa, Susana Domingues, voltou à aula de História dos 12.º E e F.

Desta vez, os alunos foram confrontados com diversas perguntas sobre este seu percurso de aprendizes de cientistas sociais, destacando os pontos fortes e fracos deste trabalho e as possibilidades de melhoria.

Para destacar alguns dos assuntos referidos, o contacto com fontes e a valorização da história local foram alguns dos pontos fortes referidos e as dificuldades de encontrar informações ou a falta de tempo foram exemplos de pontos fracos.

A sessão permitiu também que olhassem para os dados recolhidos e questionassem as conclusões.

Os próprios alunos constataram as competências que têm adquirido ao longo deste projeto, essenciais para o seu futuro.

CASCAIS, PORTO DE ABRIGO NUMA EUROPA EM GUERRA

Autora: Cristina Antunes

No âmbito do projeto Arquivos e Memória, Cascais durante a II guerra mundial, as turmas dos 12.º E e F participaram numa palestra promovida por Paula Almeida, técnica do Arquivo de Cascais.

O concelho de Cascais foi uma região extremamente apelativa para muitas pessoas em trânsito, principalmente durante a II guerra mundial.

Neste contexto, entre outras questões, debateu-se o facto de a PVDE (mais tarde PIDE) ter poderes quase absolutos para determinar e aprovar quem poderia receber vistos para entrar no país; poder interrogar e prender todos os que permaneciam em Portugal para além do tempo permitido (30 dias), ou que não tinham a documentação em ordem.

Além disso, a PVDE controlava a movimentação de estrangeiros, obrigando os proprietários de hotéis, pensões e casas particulares a notificá-la da receção destes hóspedes. Para tal, fazia uso do Boletim de Alojamento de Estrangeiros e do Boletim Individual, formulários que eram preenchidos a partir dos documentos de identificação dos hóspedes.

O estudo de boletins de alojamento de hóspedes franceses, holandeses e belgas é precisamente o objeto de estudo do trabalho de investigação dos alunos destas turmas na disciplina de História.

Poemas ilustrados – 7.º A

Autora: Prof. Ana Justino

No passado dia 21 de março, para comemorar o Dia da Poesia e o Dia da Árvore, os alunos do 7.º A leram expressivamente poemas por si escolhidos e depois criaram pequenos poemas que ilustraram a seu gosto.

Uns inspiraram-se em poemas de tradição japonesa, os Haiku ou Haicai, outros optaram por poesia visual, brincando com o significado e a forma das palavras, outros ainda experimentaram rimas de uma maneira criativa. Em suma, todos exploraram a sua criatividade. O trabalho foi feito na aula de português e, para reforçar as preocupações ecológicas dos alunos e da professora, os poemas foram registados em cartão reaproveitado de embalagens trazidas de casa.

Entretanto o professor Manuel Brun, desenhou uma linda árvore de cujos ramos pendem, agora, estes “frutos” criados pelos alunos e que ficarão em exposição na Biblioteca da ESFLG.

Uma visão diferente

Autora: Xana (ESFLG – Pavilhão A)

Vou falar sobre como é trabalhar numa escola e a ligação de amizade que se constrói com os alunos, é uma visão diferente, de alguém que adora o que faz e que já está na escola FLG há muito anos. 

Todos os dias sinto que sou um pouco de mãe, de amiga e de confidente.  Dou o que tenho, mas também recebo muito carinho e amizade por parte dos alunos que, muitas vezes, partilham connosco situações familiares, namoros, receios e inseguranças. Fico muito contente quando sei que a conversa e os conselhos serviram para ajudar e refletir, por vezes até a desistirem de certas ideias mais negativas, porque conversaram, desabafaram, foram ouvidos e sentiram carinho/afeto do lado do funcionário.

E quando percebo que temos alunos a precisar de ajuda para comer e falo com quem pode ajudar a resolver, quando vêm ter comigo a agradecer pelo meu cuidado, sinto-me recompensada!

Temos alunos com vidas muito difíceis. Por vezes, basta um abracinho, um carinho e tudo muda. Que bom, vou para casa muito feliz, embora seja, por vezes, emocionalmente desgastante, não o posso negar, pois levamos os problemas connosco para casa. Mas a vida é  feita de bons e maus momentos. E o dia a seguir vai ser melhor, com certeza.

Não sei se consegui descrever o que, de facto, sinto e qual é o meu trabalho, que é muito mais do que apenas andar de vassoura na mão, tão mais importante é a ligação, a amizade, os afetos e, sobretudo, chegar ao fim do dia e pensar, “hoje consegui que o meu dia servisse para ajudar alguém a refletir, a atenuar as inseguranças e a ter um dia melhor.”, nem que seja só de um aluno.

Grande importância tem o nosso trabalho, mas que ainda é pouco valorizado.

Projeto Erasmus + GAP | Get Aware of Plastics: a visão dos pais

A nossa querida Rory 🥰 fica no nosso coração e é bem vinda sempre que quiser voltar. Foi uma boa experiência para toda a família. Obrigada e parabéns às professoras pelo programa construído e impecável organização que permitiu que tudo corresse tão bem.

Pais do Gonçalo (10.°D)

Acho que não há palavras para agradecer o empenho, esforço, dedicação de todos os que organizaram tudo.

Para nós, foi gratificante, crescimento e aprendizagem porque a Martina fala pouco inglês, mas conseguimos relacionar-nos de tal modo, que senti que fui porto de abrigo para ela nestes dias sem pais. Exemplo disso, deixo aqui uma fotografia que se percebe o carinho que se gerou entre nós as três, orgulho-me muito da maneira como ela nos acolheu no coração, mas orgulho-me muito como a Inês se empenhou em a proteger, ensinar, respeitar e até cuidar de tudo o que tinha a ver com a irmã italiana.

Mãe da Inês (12.º C)

Receber o Nikola (croata) foi uma bela experiência, que ficará na nossa memória.

Um muito obrigado a todas as professoras, ao programa Erasmus e à escola por todo o trabalho, empenho e dedicação, permitindo aos nossos filhos esta maravilhosa experiência. 🙏❤️

Pais do Guilherme (11.º A)

Venho por este meio expressar a minha gratidão por toda a experiência, quer da Lee, na Grécia, quer dos alunos cá em Portugal, embora não tenhamos hospedado nenhum.

Acho que este projeto é muito enriquecedor a todos os níveis, proporciona aos alunos o conhecimento de outras culturas e a possibilidade de fazerem amigos além fronteiras.

Mais que tudo, quero agradecer a toda a organização e às professoras que acompanharam, mais especificamente, pois foram incansáveis, a preocupação em nos manter informados foi admirável e da minha parte deu-me muita segurança.

A cereja no topo do bolo foi mesmo o jantar de despedida ☺ boa disposição, boa companhia, muita comidinha boa e um pezinho de dança ☺.

Mãe da Lee (11.°D)

Este ano, a Gabriela teve a oportunidade de participar no programa Erasmus+, o que a deixou muito feliz. Ter a oportunidade de fazer parte de um programa de intercâmbio, receber jovens de outros países para, juntos, participarem nas atividades, bem planeadas e executadas, organizadas pelos professores da escola, e ainda vir a ter a experiência de ser recebida noutro país, com outra cultura e, lá, participar noutras atividades, acrescido à escolha do tema deste ano – Getting Aware of Plastics – no qual tem muito interesse, tudo isto deixou-a muito entusiasmada. (…)

Por último, gostámos muito de participar no jantar de encerramento e de observar como os jovens se sentiam bem.

Um bem-haja a todos os professores envolvidos no programa.

Mãe da Gabriela (12.º C)

Projeto ERASMUS+

Autoras: Inês Pires e Sofia Ribeiro, alunas do 10.º F

Na semana de 27 de fevereiro a 3 de março a Escola Secundária Fernando Lopes Graça acolheu, mais uma vez, os alunos do projeto ERASMUS+. Foi uma semana repleta de atividades e desafios para os alunos (ver programa aqui). Estes puderam conviver e aprender, em simultâneo. Este ano, o tema escolhido para o projeto foi “Plásticos e micro-plásticos nos oceanos”, tendo o Agrupamento recebido alunos de quatro países diferentes: Alemanha, Croácia, Grécia e Itália. Foram recolhidos alguns testemunhos de alunos dos diferentes países, incluindo o nosso:

Niki, Croácia

Pergunta: Qual foi a tua primeira impressão de Portugal?

Resposta: “A primeira coisa que notei foi que Portugal cheira a mar e a areia, cheira a praia, é agradável, exceto quando aterrámos, porque cheirava a bacalhau, mas num bom sentido, porque eu gosto de bacalhau!”

P: Na tua opinião, qual é a importância deste projeto?

R: “Eu acho que este projeto é importante para aprendermos as causas e as consequências do plástico na natureza, para nos prepararmos para o futuro, pois estamos num mau caminho e, claro, para conhecermos a cultura de novos países e para conhecermos pessoas novas.”

P: Quais são as expectativas para esta semana?

R: “Esta semana espero aprender mais sobre Portugal e a vossa cultura, também gostava de aprender mais sobre o plástico e a poluição, porque é para isso que estamos aqui. Entretanto, espero também fazer novos amigos.”

P: Estás a gostar de estar aqui até agora?

R: “Sim, estou a gostar de conviver com pessoas diferentes, porque esta semana é uma espécie de férias e estou a passar um bom bocado aqui, o que é bom.”


Anthi e Rory, Alemanha

P: Qual foi a tua primeira impressão de Portugal?

R: “Gostámos muito do facto de aqui haver praias e do mar estar perto das casas e, já agora, vocês sabem a que horas as lojas fecham? Às 23h da noite! Portugal é muito giro e há muita união aqui, parecem ser todos muito unidos e todos nos fizeram sentir confortáveis quando chegámos.”

P: Na tua opinião, qual é a importância deste projeto?

R: “Eu acho que podemos aprender bastante sobre reciclar e o que realmente acontece por detrás disto tudo. Nós não podemos simplesmente atirar lixo para o chão, porque não sabemos o que acontece com ele na verdade. Se queremos um bom futuro, temos de nos focar e trabalhar para ele.”

P: Quais são as expectativas para esta semana?

R: “Eu quero muito ficar a conhecer o vosso país e a vossa maneira de viver e tudo isso. Também gosto de estar a fazer novos amigos e conhecer novas pessoas.” – Anthi

R: “Para mim é igual, e óbvio, praticar o inglês, conhecer novas pessoas e de resto é mais ou menos o mesmo.” – Rory

P: Estás a gostar de estar aqui até agora?

R: Estamos a gostar, como já tínhamos dito, as pessoas aqui transmitem um sentimento de familiaridade e fazem-te sentir muito confortável. Fica-se a sentir que somos parte das famílias com quem ficámos, parece que já nos conhecemos há anos. É muito bom.


Testemunhos dos portugueses

“Ir à Alemanha foi bom, gostei de conhecer o país, foi muito bom poder conhecer um sítio novo e pessoas novas. Divertimo-nos muito em Portugal também. Durante esta semana, fizemos coisas diferentes e pudemos aprender sobre a poluição e o plástico no oceano.”

Gonçalo Monteiro

“Neste projeto, acabei por conhecer pessoas novas e aprender realidades sobre uma outra cultura. Consegui conhecer um país novo e algumas coisas sobre o plástico que eu não sabia. Gostei de aprender as diferentes maneiras de reutilizar o plástico e o que é o plástico biodegradável, que, por acaso, não sabia que existia. Achei que esta última semana foi muito bem organizada, talvez melhor do que a que nós experienciámos lá fora.”

Inês Diogo

“Gostei muito deste projeto, a experiência na Alemanha foi muito gira, conseguimos conhecer as cidades onde fomos e houve palestras muito boas. Cá em Portugal, fomos com todos os alunos descobrir Lisboa e conseguimos aprender bastante sobre o plástico, a reciclagem e muito mais coisas dentro desse tema.”

Ricardo Castro

Sessão Motivação – Jovem Cascais

Autoras: Ana Fontainhas e Sílvia Neves (Professoras de Físico-Química e Ciências Naturais)

Os alunos da turma 9.ºD participaram na atividade dinamizada pela JOVEM CASCAIS no âmbito do programa Capacita-te, nas aulas de Ciências Naturais e Físico-Química, com as professoras Sílvia Neves e Ana Fontainhas.

Os alunos assistiram à sessão sobre Motivação, competência muito importante nesta fase em que se adivinha uma transição do ensino básico para o secundário. As temáticas abordadas tiveram o objetivo de contribuir para o desenvolvimento pessoal e social dos alunos, num processo de autoconstrução. Para isso, uma das dinâmicas promovidas pelas monitoras foi a construção de matrizes SWOT e IKIGAY, sobre motivação. Os alunos, participaram partilhando as suas reflexões, dando conta de aspetos negativos e positivos sobre o que os motiva, envolvendo-se na descoberta dos seus talentos e paixões.